sábado, 1 de julho de 2017

Aquela que de tanto sofrer, se tornou só

 
 Inicialmente, peço desculpas se parecer muito mórbido o que tenho a lhes contar, mas é que tudo anda muito difícil de suportar calada. Não quero que me vejam como uma cachorrinho que caiu da mudança, por que eles, pelo menos, conseguem correr atrás do caminhão, eu não. Estou aqui presa a um lugar que me mata aos poucos, e que suga tudo de feliz que possa existir em mim. 
 Eu chovo, sim chovo. Chovo durante dias a fio, sem deixar espaço para o sol se fazer presente em minha vida. Eu queria que fosse chova do tipo que é necessária para fazer florescer, ou para fazer o sol brilhar mais forte depois, mas não... É apenas uma chova torrencial que não me permite sair do lugar. Estou inundada. Inundada de tristeza, de ilusões e desilusões, de desamores, de mágoas. 
 E eu juro, por tudo que é mais sagrado, eu queria ser sol. Queria escrever este texto com palavras felizes, e comentários engraçados, mas tudo que eu consigo pensar é que dói. Tudo dói. Dói o peito, dói a alma, dói o corpo, e é cansativo. Novamente, peço desculpa se estou aborrecendo-os com minhas manias de depressão, mas, é que eu preciso falar. Falar pra alguém o que acontece de verdade comigo, eu não tenho mais ninguém.
 É difícil gostar de alguém que vive em um marasmo tão grande quanto o meu. É impossível ser amiga de alguém que vive triste. É, eu sei, foi o que me disseram. Então, eu vou colecionando cicatrizes, e lutando sozinha contra meus monstros que, definitivamente, não moram embaixo da minha cama.

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